sábado, 8 de março de 2014

ATIVIDADES NA SALA DE APOIO E ACOMPANHAMENTO À INCLUSÃO (SAAI)...

Olá, Amigas e Amigos!
Continuo em minha meta de realizar uma postagem por semana em meu Blog! Até aqui estou conseguindo!
Hoje vou postar sobre os tipos de Atividades que podemos realizar no Atendimento Educacional Especializado (AEE), aqui em São Paulo conhecido como Sala de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAI).
Conforme já postei anteriormente o primeiro passo no Atendimento na SAAI deve ser o Levantamento da História Vital da Criança  (Anamnese) e a Avaliação Funcional para compreendermos em termos pedagógicos e funcionais as potencialidades e dificuldades de cada Aluno e Aluna.
Feito isso, precisamos iniciar a construção do Plano Educacional Individualizado (PEI), contemplando o Desenvolvimento da Aprendizagem desse Aluno ou Aluna. O Plano Educacional Individualizado está ligado a mediação do Professor de Apoio e Acompanhamento que atua no AEE, dentro das Habilidades Cognitivas (Motricidade, Linguagem, Raciocínio Lógico, Percepção, Aprendizagem, Socialização), sem esquecer do Apoio à Família, sugerindo encaminhamentos e parcerias com Equipe Multidisciplinar envolvendo outros Profissionais.
Outra função do PEI é apontar para os Colegas Professores da Sala Regular sugestões para a construção do Plano de Adequação Curricular de cada Área do Conhecimento, visando atender às Necessidades Educacionais Especiais de cada Aluno(a) com quadros de Deficiência, Transtorno Global de Desenvolvimento e Alta Habilidade.
Apesar do Plano de Adequação Curricular ser de responsabilidade do Professor da Sala Regular é imprescindível a colaboração do Professor de AEE, para que os demais Colegas entendam e aprendam a construir e desenvolver tais ações diferenciadas na Sala Regular vinculando-as a Aprendizagem desses Alunos(as). 
Muito bem! Explicações preliminares realizadas e quando o Aluno estiver em atendimento no AEE, o que fazer? O que o Professor de Acompanhamento quiser? Reforçar a Alfabetização? Ensinar as operações matemáticas? 
Existe um consenso ou um paradigma muito presente na Educação em relação a Construção da Escrita, Leitura e Operações Matemáticas, colocando essas Aprendizagens como essenciais na Escola. Não que não sejam importantes. São! Contudo não podemos e não devemos principalmente no tocante ao AEE, esquecermos de que essas Aprendizagens são construídas alicerçadas em outras Habilidades Cognitivas Básicas.
E é exatamente da Habilitação ou Reabilitação dessas Habilidades Cognitivas básicas que o Professor de Acompanhamento no AEE, vai centralizar sua mediação.
Simplificando, tudo é uma teia de conexões desde a Anamnese, Avaliação Funcional, PEI, Adequação Curricular, convergindo para a construção do Plano de Atendimento Educacional Especializado de cada Aluno(a).
O importante é a construção de uma linha de comunicação entre Professores da Sala Regular e do AEE, para que o Aluno(a), possa ser beneficiado com a atuação de Todos na Escola.
Portanto o Professor do AEE, pode e deve atender às Necessidades do Aluno em cada Habilidade Cognitiva, na medida em que o Colega da Sala Regular manifestar essa necessidade no desenvolvimento do Plano de Adequação Curricular.
Não quero em nenhum momento passar a ideia de que a atuação na Educação Inclusiva na Escola Regular seja fácil. Não é! Mas também não é impossível! Exige apenas parceria e determinação da Escola como um Todo!
Abaixo, deixo algumas sugestões de atividades que desenvolvi na Sala de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAI), em que atuo aqui em SP. No caso estamos trabalhando as Habilidades Cognitivas de Motricidade, Linguagem, Raciocínio Lógico e Aprendizagem.
Todos os Alunos que aparecem estão no mesmo Grupo de Atendimento, apresentam mesma idade e mesmo quadro de Deficiência, no caso Deficiência Intelectual.
Um Grande Abraço e até a próxima postagem!
Professora Elaine Cristina Alves de Carvalho Leal.






   



sábado, 1 de março de 2014

RECURSOS PARA CAPACITAÇÃO EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA...

Olá Amigos e Amigas!
Enfim iniciarei as postagens neste espaço no ano de 2014!
Peço desculpas pela demora, pois o dia a dia tem sido tumultuado de compromissos. Mas sempre volto, para dividir uma experiência!
Hoje irei falar sobre uma das funções do Professor de Apoio e Acompanhamento à Inclusão, no serviço de Atendimento Educacional Especializado, que é a capacitação e troca de informações junto aos Colegas Professores da Sala Regular.
Confesso que é uma das funções mais desgastantes!
Por quê?
Bem, existem muitas dúvidas sobre o Processo de Inclusão de Alunos e Alunas com quadros de Deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e Altas Habilidades. Essas dúvidas podem ser encaminhadas em três vertentes: 
* Por quê Incluir?
* Para quê Incluir?
* Como Incluir?
A primeira questão ainda se sustenta no fato do questionamento do Direito da Inclusão. Muitos Professores, desconhecem o caminhar Histórico do processo de luta e conquista das Leis Inclusivas, fortalecendo-se do antigo discurso do " Eu não estou preparado para isso", como se Alguém fosse preparado para alguma situação até ter de vivenciá-la.
A segunda questão está alicerçada no velho fantasma social do Preconceito. Já presenciei e ouvi várias manifestações preconceituosas sutis como: " Eles não seriam melhor atendidos se estivessem Todos juntos, num mesmo lugar?"; " Mas enquanto estou dando atenção para esse Aluno ou Aluna de Inclusão, estou excluindo os Outros x Alunos que tenho no agrupamento!"; " A Inclusão foi jogada pelo Governo sem antes serem pensadas nas estruturas das Escolas!". Já ouvi tantas manifestações preconceituosas veladas pelo discurso pedagógico da falta de preparo e infra estrutura, que poderia ficar horas descrevendo vários exemplos. O fato é que somos Profissionais e Profissionais têm que se capacitar a cada nova situação que surgir. 
O que não ficou claro ainda para a Educação é que o termo Educação Inclusiva  pode estar vinculado aos Alunos com limitações físicas, sensoriais, cognitivas e comportamentais, mas o ato de Incluir através da Educação é para Todos!
A terceira questão é Aquela com a qual  me debruço com mais afinco, pois considero a mais ligada com a Práxis Pedagógica. O que fazer em termos pedagógicos com Alunos e Alunas que apresentam Necessidades Educacionais Especiais ligadas a Deficiência, tem sido o meu Objeto de Pesquisa e de Trabalho, durante esses últimos quinze anos de atuação nas Escolas , dos vinte e oito anos que tenho de Profissão na área da Pedagogia.
Mas como já sabemos o conhecimento e a pesquisa de nada valem se não são socializados e revertidos em prática. E para que isso aconteça nas Escolas Regulares, precisamos da amiga "Vontade Política", de realizar.
Num ambiente tão instável como a Escola, sujeito a tantos fatores externos e internos desequilibrantes, a função de "capacitar", "socializar", "estimular" os Colegas Professores frente aos desafios da revisitação da Prática Educativa, muitas vezes convergem em situações conflitantes.
O vídeo abaixo é singelo e pode servir para iniciarmos o diálogo com nossos Colegas Professores das Salas Regulares, sobre questões importantes acerca da Educação Inclusiva como: Plano Educacional Individualizado, Flexibilização Curricular, Material Adaptado, Avaliação na Concepção Inclusiva, etc.
Nesse mês iniciarei meus Encontros de Formação com vários Colegas que atuam nas Salas Regulares com Alunos que atendo na Sala de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAI), no Atendimento Educacional Especializado (AEE), com esse vídeo. 
Espero que ao assistí-lo também possam pensar em novas Ações Pedagógicas dentro dos diferentes espaços pedagógicos em que atuam! Abraços!

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